Prevenção · Vacinas

Vacina contra herpes-zóster esteve ligada a menos diagnósticos de demência

No País de Gales, quem nasceu a partir de 2 de setembro de 1933 pôde tomar a vacina contra herpes-zóster (cobreiro); quem nasceu antes, não.

Homem idoso recebe vacina no braço de uma enfermeira

O que o estudo achou

No País de Gales, quem nasceu a partir de 2 de setembro de 1933 pôde tomar a vacina contra herpes-zóster (cobreiro); quem nasceu antes, não. Pesquisadores da Universidade Stanford aproveitaram essa regra para comparar pessoas nascidas com poucos dias de diferença, que eram muito parecidas, menos na chance de ser vacinadas. Em sete anos, tomar a vacina reduziu a chance de receber um diagnóstico novo de demência em cerca de 3,5 pontos percentuais, o que equivale a uma redução de 20%. O efeito foi maior nas mulheres. Os autores encontraram resultado parecido usando atestados de óbito da Inglaterra e do País de Gales.

O que isso significa na prática

A vacina contra herpes-zóster já é indicada para prevenir o cobreiro e a dor que ele pode deixar. Pergunte ao seu médico se ela é recomendada para você. O efeito na memória ainda está sendo estudado e não deve ser o único motivo para se vacinar.

Limitações do estudo

Não é um estudo com sorteio. A vacina analisada foi a de vírus vivo atenuado, mais antiga; hoje é usada uma vacina diferente, que não foi testada aqui.

Aviso importante: O Mais Anos resume estudos científicos de forma informativa. Não é aconselhamento médico, não faz diagnóstico e não promete cura. Converse sempre com seu médico antes de mudar tratamentos ou hábitos.

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