Solidão deixa marcas no sangue ligadas a doenças do coração

O que o estudo achou
Cientistas das universidades de Cambridge e Fudan analisaram amostras de sangue de 42.062 adultos do UK Biobank, um grande banco de dados do Reino Unido. Eles mediram quase 3 mil proteínas e compararam os níveis entre quem vivia isolado ou se sentia sozinho e quem não vivia assim. Várias proteínas ligadas à inflamação e à defesa do corpo estavam diferentes. Mais da metade delas teve relação, em 14 anos de acompanhamento, com doença do coração, diabetes tipo 2, AVC e morte. Uma análise genética sugeriu que a solidão pode aumentar cinco dessas proteínas, e elas explicaram parte da ligação entre solidão e doenças.
O que isso significa na prática
Manter contato com pessoas também é cuidar da saúde. Telefonar para um amigo, participar de um grupo, de uma igreja, de um curso ou de atividades no bairro são passos possíveis. Se a solidão pesa, converse com um profissional de saúde: há apoio para isso.
Limitações do estudo
Os participantes eram, em sua maioria, britânicos brancos. Grande parte do estudo é de observação, e a análise genética só sugere causa, sem provar. Não existe exame de sangue para solidão.
Aviso importante: O Mais Anos resume estudos científicos de forma informativa. Não é aconselhamento médico, não faz diagnóstico e não promete cura. Converse sempre com seu médico antes de mudar tratamentos ou hábitos.


